Encargo

Encargo significa responsabilidade, um dever. O apóstolo Paulo dizia: “pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!” (1 Coríntios 9:16) e ainda: “Além dessas coisas exteriores, há o que diariamente pesa sobre mim, o cuidado de todas as igrejas” (2 Coríntios 11:28). Também enxergamos uma diferença entre encargo e cargo. Cremos que encargo é uma paixão que te impulsiona a cumprir um propósito, enquanto cargo é apenas um título. Alguém pode ter o título de evangelista, mas sem unção e paixão para evangelizar. Porém, alguém pode não ter o título e agir como tal, chamando para si a responsabilidade de evangelizar. No nosso meio cremos que o encargo traz o cargo, e não o contrário. É mais glorioso ter o reconhecimento de uma posição (evangelista, pastor, líder etc.) por conta do encargo do que apenas carregar um título.

Cada membro é um ministro

Lutamos contra as doutrinas dos nicolaítas (Ap 2:15) que apontam para o clericalismo, onde só há um que é ungido de Deus, que traz a palavra, ora e funciona. Cremos que devemos desenvolver o potencial de cada membro para cumprir seu propósito. Todos fomos chamados para influenciar, fazer a diferença, ser sal e luz (Mt 5:13), imagem e semelhança de Deus (Gn 1:26-28) e embaixadores de Cristo (2 Co 5:20). Cremos que a oração de cada crente tem poder (Tg 5:16) e que o corpo inteiro deve funcionar, cada membro servindo e dando suporte ao corpo. Jesus ungiu todos nós a pregar o evangelho, expulsar demônios, curar os enfermos e anunciar as boas novas. E se alguém crer, obras maiores fará.

Cada casa, uma extensão da igreja

Nós nos reunimos como corpo em um prédio, mas também nos vemos nas casas, onde partimos o pão juntos e compartilhamos a vida uns dos outros (Atos 2:42-44). Temos a igreja primitiva, a igreja de Atos, como padrão. Eles se reuniam nas casas, louvavam juntos, serviam uns aos outros e compartilhavam a Palavra. Se fôssemos mudar essa frase, seria para “cada prédio uma extensão da igreja”, porque era assim que a igreja do primeiro século se reunia. Não cremos no clericalismo nem no “templismo”: a Igreja não é o prédio, são os fiéis do Senhor reunidos. Santos são os irmãos, e onde eles estão o lugar também é santo (1 Co 6:19).

Conquistando assim

Estamos numa batalha constante contra o inferno pelas vidas. A Palavra diz que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja. Já temos a vitória e devemos saquear o inferno. Efésios aponta a Igreja como um exército que se veste da armadura de Deus. Em João 17, Jesus ora para que o Pai não nos retire do mundo, mas nos envie ao mundo para fazer o que Jesus fez.

A nossa geração

Cremos num mover geracional: o mover de Deus não pode vir de uma geração e morrer com ela. Aprendemos com os que vieram antes de nós, assim como Isaque não cavou novos poços, apenas reabriu os do tempo de seu pai (Gn 26:18). Cremos em alcançar os casais, os jovens, que são o nosso braço forte, e as crianças, que são a próxima geração.

Para Cristo

Nosso alvo final não é que alguém se torne apenas salvo, mas discípulo fiel de Cristo. Multidões seguiam Jesus, mas apenas os discípulos faziam a diferença. A multidão é espectadora e escuta; os discípulos fazem as coisas acontecerem e põem em prática (Tg 1:22).

Através das células

A célula é a estratégia que Deus nos deu para conquistar a nossa geração para Cristo. É a extensão da igreja nas casas, onde as pessoas têm acesso umas às outras e ao líder. A célula pode chegar onde um culto de domingo não chega.

Que se multiplicam

A árvore boa produz bons frutos, e muitos. O que não falta são pessoas que precisam de Jesus e, porque temos a solução, é nosso dever levá-Lo a elas. Retiramos a palavra “divisão” do nosso meio: quando uma célula cresce a ponto de não ter mais espaço para se reunir, é sinal de multiplicação.

KOH & Vine
International
Missionary School